No tempo dos afetos da sororidade, ganhei hoje uma suculenta da minha amiga Taís Ladeira.
É uma plantinha que armazena água, da família dos cactos, mas
sem os espinhos. Parece incrível que uma coisinha tão delicada sobreviva em
desertos e não definhe. Como um recado da natureza que há uma vida vibrante no
mundo interior.
E dei de pensar que as suculentas são assim como nós, mulheres,
por vezes habitantes de lugares inóspitos, que podem crescer sem a chuva e sobreviver
em ambiente inabitável, atravessando tempestades de areia e vendavais, que transformam o mundo em terra frágil.

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