segunda-feira, 9 de março de 2020

SUCULENTA


No tempo dos afetos da sororidade, ganhei hoje uma suculenta da minha amiga Taís Ladeira.
É uma plantinha que armazena água, da família dos cactos, mas sem os espinhos. Parece incrível que uma coisinha tão delicada sobreviva em desertos e não definhe. Como um recado da natureza que há uma vida vibrante no mundo interior.
E dei de pensar que as suculentas são assim como nós, mulheres, por vezes habitantes de lugares inóspitos, que podem crescer sem a chuva e sobreviver em ambiente inabitável, atravessando tempestades de areia e vendavais, que transformam o mundo em terra frágil.